domingo, 8 de março de 2009

Não consigo entender...

Não sou uma católica praticante, apenas vou a 3 missas por ano, mas se passar por uma igreja e me apetecer entrar entro. Considero-me um ser humano com defeitos e qualidades. E claro que não concordo com muitas ideias da igreja..... Mas existem coisas que me dão cabo dos nervos.

Esta é uma delas:

No Brasil uma menina de nove anos grávida de aproximadamente quatro meses de gêmeos e que foi violada pelo padrasto foi fazer um aborto. A interrupção foi solicitada pela família, já que no Brasil a lei permite o procedimento em situações de risco para a mãe ou em caso de violação.

A irmã, de 14 anos, que é e deficiente física, também teria sido abusada pelo padrasto.

Até aqui.... chocante mas nada de que nunca tenha acontecido antes, a minha indignação vem a seguir.

Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto.

O arcebispo de Olinda e Recife excomungou nesta quarta-feira a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto sofrido por uma menina de 9 anos. Segundo a polícia, o padrastro confessou que abusava da garota. Ele seria o pai dos gêmeos que ela esperava.

Ao justificar sua ação, dom José Cardoso Sobrinho disse que, aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus.

Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da Igreja. “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, acredita.

A reação do arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja.

P.S: O PADRASTO DA CRIANÇA NÃO SERÁ EXCOMUNGADO OU CASTIGADO !!!!!!!!!!!

Agora, POR FAVOR, alguém me explique.... pois eu devo ser muito burra para entender a lógica desta Igreja!!!!!!

O Padrasto viola e não é castigado.... a familia que zela pelo bem da criança, sim porque com 9 anos, é uma criança.

Depois admiram-se que as pessoas se afastem da igreja..... assim é natural.

terça-feira, 3 de março de 2009

Felicidade....

(carregar na imagem para ler o texto)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mal entendidos....

Ontem a minha mãe foi a Lisboa e quando chegou a casa disse-me:

- Sabes quem te mandou muitos beijinhos? A Carla e as irmãs!
E eu disse:
- A Carla..... que saudades..... Como é que ela está?
Depois disse-me:
- Sabes, a Carla acha que ficaram chateadas e por isso se deixaram de falar... e se afastaram.
Ao que eu lhe disse:
- Nada disso, o que se passou é que a partir do momento que ela começou a namorar, eu não me sentia bem no meio dos dois, nunca gostei de fazer de velinha e depois de se casar as vidas modificaram-se como é natural, ela foi morar para outro local e eu comecei o curso de computadores.

Também é verdade que sempre fui muito esclusiva em termos de amizades. Era selectiva e possessiva. Mas isso é um defeito meu, quando gosto de alguém dou-me a 200% e claro que quando se trata de amizades ou namorados sofro bastante, mas enfim, daí se tiram grandes lições de vida.

Mas voltando à Carla, NUNCA me zanguei com ela e sempre me lembrei dela, e até por vezes quando ela vinha à casa dos pais eu escondia-me atrás da cortina para a ver e matar saudades da minha amiga/mana de muitas brincadeiras/aventuras.

E não sei se alguma vez irás ler este texto, mas nunca me poderia esquecer de ti nem de toda a tua família que me apoiou num dos piores momentos da minha vida, existem pessoas e actos que nunca se esquecem!!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Silêncio em mim

Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar.

Às vezes, é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem a dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.

E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração a bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e que faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.

Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a
cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.

Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.

Às vezes, é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.

Às vezes, é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não
pedir nem dar, não aceitar nem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.

Desconheço o autor

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida.... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

Francisco Buarque de Holanda